Manifesto Anarcopunk
Por CRUJ 25/04/2005 às 02:57
MANIFESTO ANARCOPUNK
Manifesto Anarcopunk
CRUJ ¿ Comando Revolucionário Ultra-Jovem
Disney Club
Em nossa última plenária, nós anarcopunks resolvemos criar o ¿Comando Revolucionário Ultra-Jovem ¿ CRUJ¿, e ainda solicitamos a filiação de nossa nova organização à V Internacional Anarcopunk, mais conhecida como ¿Disney Club¿.
O objetivo principal de nossa organização é fazer frente à terrível e recentemente criada organização anti-anarcopunk ¿ a FPA-19M (Frente Popular Antifascista 19 de Março) ¿ , que tenta por todas as formas nos desmascarar.
Mais do que nos desmascarar, estes facínoras da FPA-19M querem acabar com os nossos privilégios de classe. Nos acusam de ¿pequeno-burgueses¿ apenas por muitos de nós sermos estudantes da PUC, uma Universidade cuja mensalidade é mais alta do que o salário da grande maioria dos trabalhadores brasileiros. Também nos acusam de sermos ¿filhinhos de papai¿, apenas porque a maioria de nós nunca tenhamos trabalhado na vida.
Perguntamos à todos os cumpas: e daí que nossos papais pagam as nossas mensalidades na Universidade e que nunca tenhamos trabalhado na vida?, e que nossas mamães nos comprem roupinhas e paguem a conta do cabelereiro onde cortamos e tingimos os nossos cabelos?
Nós não estamos nem um pouco preocupados se as tinturas importadas que usamos para tingir os nossos belíssimos ¿moicanos¿ custem mais caro que a renda percapta da maioria da população brasileira, simplesmente porque não estamos nem aí com o povo brasileiro!
A FPA-19M representa a ¿escória vermelha¿ que nos acusam de sermos covardes. Nos acusam de ficarmos perseguindo nazistas ¿imaginários¿ e integralistas completamente néscios e idiotas que não tem qualquer base social. Acontece é que nós somos covardes mesmo, afinal de contas, nós nunca fomos capazes de hostilizar os políticos da extrema-direita ¿reais¿, como por exemplo o Sr. Paulo Salim Maluf (Prefeito e Governador indicado pela Ditadura Militar), ou o Sr. Romeu Tuma (Delegado e Diretor do DEOPS durante a Ditadura). Nós não nos metemos com este tipo de gente por dois motivos: em primeiro lugar, como nós já dissemos, porque SOMOS COVARDES. Em segundo lugar, PORQUE NÓS OS APOIAMOS, afinal de contas, ELES DEFENDEM OS INTERESSES DE NOSSA CLASSE SOCIAL.
Nos acusam de não termos qualquer vínculo com o movimento social dos trabalhadores, mas por que deveríamos ter algum vínculo com estes seres subalternos que somente existem para nos servir?. Não trabalhamos, não moramos na periferia e problemas menores, como por exemplo, o preço das passagens de ônibus, somente dizem respeito à esta gentinha: os empregados ou subordinados que trabalham para os nossos pais, ou às nossas empregadas domésticas que nos servem.
Nos acusam também de sermos fascistas e nazistas ¿ ISTO É MENTIRA! ¿, afinal de contas apoiamos o Movimento Gay. Em relação ao Movimento Negro, também apoiamos, desde que isto não signifique ter que dar um salário digno às nossas empregadas domésticas, em geral mulheres negras, pobres e da periferia, que deveriam estar muito gratas em ter o privilégio de lavar as nossas calcinhas e cuecas sujas de fezes, esperma e urina. Não se esqueçam que nossas mamães são senhoras respeitáveis da sociedade que muito se orgulham de nunca terem lavado uma única xícara.
Nós anarcopunks somos contra todos os Partidos políticos, mas fazemos questão de agredir os militantes dos Partidos de ¿esquerda¿ e poupamos os da ¿direita¿. Estamos assim, defendendo os nossos ¿privilégios de classe¿, pois hoje somos estudantes, e amanhã, ou iremos assumir os ¿negócios da família¿, ou seremos ¿agentes da exploração capitalista¿ (administradores, economistas, engenheiros, etc). Somos portanto ¿radicais pequeno-burgueses¿ e defendemos os nossos ¿interesses de classe¿ contra esta ¿escória vermelha bolchevique¿. Aí está a base de nosso pensamento ¿anti-comunista anarcopunk¿!
Assinado: Comando Revolucionário Ultra-Jovem ¿ CRUJ
Cruj, cruj para todos!
Tchau, tchau amiguinhos!!
Viva o Disney Club!!!
P.S.: As reuniões do CRUJ acontecem todos os dias no DCE da PUC-SP
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Comentários
PIADA BOA
uma pessoa 25/04/2005 09:57
ficou legal o conto.
mas ai, quais os desenhos q serao passados dessa vez. eu queria ver pateta e MAX. lembrem-se: max e nao MARX.
ate mais
PQ O OOOOOOOOODIOOOO
larilari 25/04/2005 09:58
pra q tanto odio no coracao. relacha.
mas a estoria de CRUJ ficou engracado mesmo hehehhehe.
levam a sério mesmo....
GG Alin 25/04/2005 10:01
Vocês pegaram emprestado o nome Anarcopunk e o CRUJ (Disney Club???)para rotularem suas ações?
Se pensam que estão fazendo algo sério, por favor espere até eu parar de rir para refutar o que penso.
Ridículo mesmo, minha opinião, porque tentam pensar diferente dos engravatados do curso de Direito da PUC no terceiro andar, e se separar do engajaSionismo dos trotskistas do subsolo de Ciências Sociais...
Se estão falando sério me desculpe pelas risadas, isso parece coisa de Timothy Leary (ou será de Timóteo Pinto?). É uma vitamina batida, uma gororoba pós-moderna, um pastiche, colcha de retalhos de conceitos atrasados que nunca levaram a algum lugar.
Manisfesto AnarcoPunk sorte minha já ter passado décadas em minha vida, não conseguiria rir tanto vendo tanta alienação, minha reação seria reacionária...rs
1. HOLLAND
Adoro esta capa justamente por ela tapear a visão e se parecer com um quadro impressionista(?).
Poucas vezes uma suposta picaretagem artística (o simples ato de virar uma foto de cabeça pra baixo) foi tão eficiente.
O resultado acabou ficando muito bonito.
E discordo do Dérik quando ele diz que ela não tem cara de BB.
Acho que ela tem tudo a ver com aquele disco, em que os Beach Boys amadurecidos falam de navegação em vez de falar de surf.
E a contracapa com as vaquinhas tem tudo a ver com a atmosfera da gravação do álbum (o "estúdio" foi uma fazenda holandesa) e com os elementos country presentes em algumas faixas (especialmente a "California Saga").
2. SURF'S UP
Já comentei.
3. 20/20
A beleza da simplicidade.
O óbvio: uma foto da banda e o título do álbum.
Mas... acho aquele projeto gráfico absolutamente simples de extremo bom gosto. A moldura preta, os caracteres redondos e a foto hiper-colorida. Um dos casos clássicos em que "menos é mais".
4. CARL & THE PASSIONS "SO TOUGH"
Não tem muito o que dizer, a imagem fala por si.
Pr'a gente ver que nada consegue ser unanimidade: Leonardo colocou essa linda capa entre as piores, hehehe.
5. LOVE YOU
Polêmica no ar!
Uma das capas mais odiadas de todos os tempos é uma das minhas preferidas!
Acho que aquele gráfico de Atari se casa perfeitamente com a sonoridade do disco (isso é óbvio).
Acho legal aquele desenhinho todo feito com quadradinhos coloridos, aquela moldura... Enfim, é questão de gosto, mesmo.
Assim como o conteúdo sonoro, a capa é, no mínimo, original!
MENÇÕES HONROSAS:
- TODAY! e PET SOUNDS (ainda escravas do sistema de padronização de capas da Capitol, mas com uma identidade gráfica legal, gosto delas pela combinação de cores e, em Pet Sounds, pelos caracteres e pela foto com os bichos).
- SURFIN' SAFARI (imagem emblemática!)
- WILD HONEY (bela ilustração)
- M.I.U. (além de ótima foto, acho o projeto gráfico bonito também)
1. 15 BIG ONES
Não adianta. Não tolero aquela cara engomada deles, nem aquele fundo azul, nem aquelas argolas olímpicas (o que significa aquilo? Beach Boys comemoram os seus 15 anos num ano de olimpíada com as caras lustradas, e Brian está de volta de cabelo escovado - lambido por uma das vacas do "Holland"? - e de roupão aberto exibindo a peleira??? Que diabo de conteúdo é esse??).
Falando sério. Pra mim, é uma das capas mais feias da história da música mundial.
2. BEACH BOYS (85)
A capa demonstra bem o que os BB seriam a maior parte do tempo dali pra frente: caricaturas insossas deles mesmos. Nada contra ilustrações de praia e mar, mas aquela imagem é um tanto MORNA e nem um pouco inspirada... Clichê de Mike Love, hã?
3. KEEPIN' THE SUMMER ALIVE
Não é pelo significado, mas é que eu acho o desenho muito feio mesmo.
Na boa, poderiam ter contratado um ilustrador melhor.
4. STILL CRUISIN'
Uma capa "qualquer nota".
Difícil de julgar - assim como o disco que ela envolve.
5. SUMMER DAYS (AND SUMMER NIGHTS!!)
Falando sério: não é uma tremenda desculpa esfarrapada pra uma carência de profissionalismo?
Uma CAPA DE DISCO (vejam bem: não é uma foto de divulgação pra um showzinho qualquer, é uma CAPA DE DISCO PARA A POSTERIDADE!) em que os Beach Boys de 1965 aparecem como quarteto????
A ausência de Bruce Johnston ainda é justificável (apesar de já participar das gravações, nessa época ele ainda era "funcionário" da banda).
A ausência de Brian em fotos de turnê também era aceitável.
Agora, publicar um disco em cuja foto frontal o Al Jardine não aparece PORQUE ESTAVA DOENTE???
Não dava pra pegar outra foto de improviso, então??? Afinal, o quê AQUELA foto tem de tão especial???
Um disco tão especial não merecia uma capa "qualquer coisa", né?
MENÇÃO DESONROSA:
- SURFER GIRL - a imagem em si é um clássico, mas este disco poderia ter uma capa mais condizente com o título, hã?
- SURFIN' USA - ok, a capa tem tudo a ver, mas poderiam pegar uma foto mais caprichada de cena de surf.
"McCartney II" (1980)
É: acusam Paul de ser excessivamente pop e meloso... e quando ele tenta expor seu lado mais experimental, não dão muita chance, pois o acusam de pretensioso, de não saber com o que está lidando, etc.
"McCartney II" é impressionante, em primeiro lugar, no sentido em que ressalta a sofisticação do minimalista e do rústico. Para isso, a exemplo do que Brian Wilson fez na obra-prima "Love You", atribuída aos Beach Boys em 1977 (outro disco genial, polêmico e mal compreendido), Paul dispensou outros instrumentistas e se muniu de sintetizadores de "última" geração (estamos falando de 1980), criando, aparentemente SEM PRETENSÃO NENHUMA, uma obra-prima involuntária do rock eletrônico.
Insisto na idéia de que a única real pretensão de Paul, assim como em seu disco de 1970, era promover uma virada de mesa em relação ao trabalho de sua banda recém-extinta, entregando ao mundo uma obra despreocupada com tudo o que o mercado musical poderia esperar de "Paul McCartney"... E olhem que a iniciativa nem é tão radical: o senso melódico do hômi está presente, o humor também.
Enfim, este disco soou indigesto na época, e parece ter melhorado com o tempo. Ironia do destino: sua sonoridade eletrônica "lo-fi" hoje é referência para milhões de bandinhas do mundo "alternativo" (o mesmo com o supracitado disco dos Beach Boys, que, ao lado do Bowie/Eno "Low", é uma obra de veterano que antecipou uma CACETADA de clichês do synth-pop e da new wave em geral).
O folk-pop-orquestrado de "Yesterday", de repente, desemboca num mar de tecladinhos eletrônicos primitivos na melodiosa "Summer´s Day Song". A disco music é ironizada em plena decadência, na bizarra "Coming Up", que, mesmo com sonoridade lo-fi, foi hit! O dub e o rockabilly se encontram em "Bogey Music".
Etc, etc, etc!
E a edição em CD ainda traz duas pirações que na época só foram lançadas em single: "Check My Machine" e "Secret Friend"... Reparem como estas poderiam muito bem figurar em discos de descolados dos anos 90 (Björk, pra ficar num exemplo raso).
Zeca, você se esqueceu da Licks Tour 2002-2003-2004, turnê mista em que eles se desdobraram em três tipos de palco e três tipos de repertório... Antológica!
Quem duvida, pegue o DVD quádruplo "Four Flicks", e aproveite para reparar na genialidade de Mr. Charlie Watts.
Vi o show no Maraca em 95 (o último, que Jagger disse que foi o melhor de turnê) e o do Sambódromo em 98... Só posso assinar embaixo do que os outros falaram aí. Até quando é ruim, é perfeito!
Agora, tá tocando "Natasha" do Capital Inicial no rádio.
Aquele "Tchurú, tchururú" não parece plagiado de "Hangfire"?
hahahahah
Hoje, completam-se 45 anos da inauguração de Brasília.
O ensejo me fez lembrar de uma "lenda" que faz parte do imaginário popular candango (na verdade, a "lenda" é produto de uma manchete bizarra que realmente saiu em jornal).
Há uns 6 ou 7 anos, um empresário cheio da bufunfa daqui do planalto central pretendia mexer os pauzinhos para realizar um GRANDE evento na comemoração dos 40 anos da capital.
O evento seria simplesmente um SHOW DOS ROLLING STONES, aberto ao público, em plena esplanada dos ministérios, defronte à rampa do Congresso Nacional.
A idéia do milionário virou até manchete de capa do jornal Correio Braziliense, se me lembro bem.
Num âmbito local, a coisa se transfigurou em mais uma lenda daquelas do tipo "Pink Floyd fará um show em Macchu Picchu na virada do milênio".
Agora, o fim do mundo será anunciado por Mick Jagger, diante de Severino Cavalcante.
P.S.: Eu achava essa idéia do show deles na esplanada 100% irrealizável.
Imaginem só: um show DE GRAÇA dos Stones no centro da área monumental de Brasília!
Seria realmente o píncaro do caos, com milhares de loucos e selvagens do Brasil inteiro (aliás, da América do Sul inteira) baixando numa mesma área de segurança nacional...
Fico quase imaginando isso de um show aberto deles numa praia carioca...
Mas...
Tudo é possível.
Na última turnê, eles fizeram duas horas de show ao ar livre em Bombaim, debaixo de um TORÓ DO CÃO (isso está registrado num dos documentários do DVD)... Tudo é possível... Deus é brasileiro, mas o papa é alemão... Oh, Lord...
Independentemente de a mulher ser casada, acho anti-ético a mídia se preocupar em veicular bobagens deste tipo, sendo que o que Chico pretende oferecer ao público é sua arte, e não suas imagens de pegações com a mulherada.
Esse comportamento de imprensa voyeurista é podre, francamente!
Se o caso fosse com um desses "artistas" que nós vemos pipocar pela TV em busca de promoção da própria imagem a todo custo, tudo bem! Mas não é o caso do Chico, que se sustenta por seu próprio trabalho de altíssima qualidade.
Então, quero que se fodam os jornalistas idiotas que publicaram essa merda!!!! Pro inferno com essa "QUEM" e publicações assemelhadas!!!!
É por isso que eu não acho bonito esse negócio de jogar lata... Já senti na pele (somente fora da minha cidade, diga-se) e já vi coisa pior.
É só lembrar daquela antológica turnê do "Que País É Esse" da Legião: num show jogavam bombinha no Renato Russo (nesse caso, foi em Brasília), em outro jogavam garrafa de vidro no Bonfá, e daí por diante. Agressão física é phoda.
Neguinho fica rindo de que jogaram garrafa no Justin Timberlake naquela apresentação beneficente dos Rolling Stones. Eu acho SEMPRE lamentável esse tipo de manifestação.
Que eu saiba, o máximo que minha banda repercutiu no Rio de Janeiro foi o fato de ter sido premiada como "Pior banda do Brasil" e "Banda mais anti-profissional do ano" por um fanzine carioca, em 1997 (inclusive, a última classificação passou a ser usada como slogan em alguns cartazes nossos).
Ah, tem outra banda que fez um relativo sucesso nacional mais recentemente, mas eu já tinha saído quando essas coisas aconteceram...
Psicótico, neurótico, todo errado, porém todo certo, porque EU QUERO que seja certo.
Como Caê, não há ninguém, não como ninguém, como ninguém é cidadão.
Olhamos, vemos, enxergamos, cheiramos e contemplamos Caê, ao que sempre exclamamos: "QUE MULHER!".
PORQUE, enquanto os hipócritas, preconceituosos e recalcados conStituem uma multidão que TOTAL MENTE, Caê é TOTALMENTE, e digo APENAS "TOTALMENTE", pois o "demais" eu deixo para Arnaldo Brandão, que nos mexe pela cinturinha de pilão de nossas artérias, quando aveludados lembramos que nosso(s) coração(ões) bate(m) na freqüência e na pulsação de um slap-bass pro meu corpo ficar Odara.
Eis que meu nascimento nos anos 70 inaugura um monumento no Planalto Central do País, tal qual Caê fosse pai, embora filho, irmão, esposa e amante, quando foi considerado: as TERRAS brasileiras ERAM férteis, apesar de SEREM.
Na velô da luz, antes e depois da fama e da cama, Amo Caê porque de amor só se explica a fonética e a tradução. Só.
é CONVERSANDO que a gente se ENTENDE.
acista, eu?
Sou quase tão branco quanto você, na verdade. Nem tinha reparado direito na sua foto.
O "desbotado" foi só pra temperar o falatório. Recurso de sofisma.
postulado por: ç23=4-o05[34ª[;;]ª[[´ª¬¢
9/20/2005 07:15:16 AM